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mais de 15 anos atrás (no dia 4 de outubro de 1999) estreava na Band uma das poucas séries de TV brasileiras com um conceito inspirado na dinâmica das histórias em quadrinhos: “As aventuras da Tiazinha”.

A personagem de Suzana Ferreira Alves havia estreado como um quadro no então Programa H, da Rede Bandeirantes, apresentado pelo Luciano Huck, e lidava com fetiches relacionados ao sadomasoquismo, tornando-se símbolo sexual na década de 1990 até a virada do milênio. Não demorou para fantasias de carnaval, eróticas e outros itens aparecessem nas lojas.

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O sucesso da personagem desembocou, entre outras coisas, na realização de uma série de TV criada por L. P. Simonetti e pela Fábrica de Quadrinhos, sendo esta também responsável pelos efeitos visuais na série. Embora fosse voltada a um público infanto-juvenil, a história chamava a atenção de muitos marmanjos e mesmo amantes da ficção científica.

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A série era uma espécie de “gibi eletrônico”, visto que as artes conceituais, o enredo, o cenário, ângulos de filmagem, em alguns casos até a própria ação, eram inspirados fortemente nas histórias em quadrinhos estadunidenses (em certas cenas o live action era intercalado com desenhos). Com direção de Del Rangel, a série teve o total de 12 episódios de cerca de 10 minutos cada e era exibido nas noites de segunda a sexta, a partir das 20h, da Band, até março de 2000. A baixa audiência, o custo e os problemas sérios (de roteiro, direção, produção, que não manteve uma coerência na narrativa e no “tom” do seriado), impediu a série a ir adiante.

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A história passava na cidade fictícia de Tronix e seguia a premissa básica de toda história do gênero da superaventura ou gênero do super-herói/super-heroína, com grandes corporações dominando e acabando com o mundo, a superficialidade do “mundo virtual”; enfim, um enredo futurista apocalíptico.

A origem da super-heroína não poderia ser mais clássica: Su-013 é uma jovem órfã que descobre ter nascido com superpoderes e criada para ser uma Zeladora (algo tipo Kiera Cameron em Continuum). Entretanto, ela acaba fugindo e vivendo às escondidas, aprendendo a lutar. Su-013 tenta viver uma vida normal, mas é encontrada por Bradbury (uma consciência virtual) que a estimula a combater o crime como Tiazinha.

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A aventura teve seus altos e baixos (muito mais baixos que altos), sendo, não obstante, um exercício corajoso de explorar a dinâmica das histórias em quadrinhos na televisão brasileira.

No Youtube, com sorte, é possível encontrar algumas episódios perdidos :-)

Por Iuri Andréas Reblin / Cult de Cultura

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