Aprendendo com Friends-07

Cuidado! Sim, se você não viu Friends, talvez tenha spoiler para você.

Quantas pessoas “nascem”, quando uma criança nasce?

Relembrando os momentos que ambientam o nascimento do primeiro filho de Ross, nos alcança mais do que sorriso e humor, tão naturais numa sitcom, mas – também – a tensão típica de quem está prestes a receber oficial declaração de sua mais nova (e vital) função: ser pai / ser mãe. E um “mundo paralelo” parece que se desvencilha diante de quem vivencia esta emoção.

Não teríamos muita dificuldade para elencar nossas próprias tensões (ou de pessoas próximas que passaram pelo desafio da gravidez) nos preparativos para o nascimento: refazer o trajeto da casa ao hospital (várias vezes); mapear as alternativas para evitar trânsito intenso e, portanto, eventuais atrasos; pensar, fazer e refazer a primeira mala da criança; avisar as pessoas mais próximas; enfim, todas as tarefas que podem alimentar o nervosismo que pode cercar aos de primeira viagem, em especial.

Na 1ª temporada, ainda, desta querida série, o enredo dos nascimentos nos alcança. Nascimentos?! Sim, quero crer que o ensejo de amizade e vínculos existentes permite esta liberdade poética. Nascem: mãepai, tiastios, avós; e, até, outros pais e outras mães.

Talvez as cenas que possam nos dizer acerca disso, sejam as imagens finais do episódio em que os seis Friends tentam se comunicar, entender, abstrair o que significava aquele momento (focados pela câmera que – supostamente – simula os olhos do recém nascido filho de Ross) .

Penso que uma imaginária certidão de nascimento pudesse, naquele momento, ser emitida para cada qual que se permitiu ter sua rotina “transformada” pela vida e pela vinda da pequenina criança. E, assim, vão se formando os retratos de família.

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Por P. Felipe T. Almeida / Cult de Cultura

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