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Sam Wilson, outrora conhecido como o super-herói Falcão, vai ser o novo Capitão América da Marvel – o que significa, provavelmente, também liderar taticamente os Vingadores. Mas nem sempre as portas estiveram tão abertas para o personagem no time dos maiores heróis da Terra.

No último episódio do podcast do Infosfera (ouça aqui) eu citei algo que aconteceu com o Falcão na década de 1970, quando o ex-parceiro de Steve Rogers entrou – e, pouco depois, saiu – dos Vingadores por questões raciais.

Para não ficar só na minha porca lembrança das coisas, fui atrás dos quadrinhos que contam essa história. Foi em 1979, quando o governo dos Estados Unidos mantinha forte influência dentro do grupo. O representante da casa branca, Henry Peter Gyrich, um baita xarope, convocou Sam Wilson para integrar o time, claramente como cota racial, já que era necessário ter mais “minorias” no elenco.

Abaixo, Steve Rogers (o Capitão América), tenta convencer Sam Wilson de que ficar nos Vingadores é necessário (Avengers v1 #183):

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O Falcão permanece apenas 11 edições, e, por iniciativa própria, “pede para sair”, não querendo ser usado como símbolo pelo governo (Avengers v1 #194):

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Considerando que o herói era um velho parceiro do Capita, seria de se imaginar que ele teria cadeira garantida nos Vingadores desde sempre. Todavia, só entrou muito depois de sua criação, e por “cotas”.

Atualmente a Marvel está apostando na diversidade étnica (como já comentamos aqui). E esse arco com o Falcão mostra que uma metacrítica ao racismo dos quadrinhos faz parte do enredo da editora há muito tempo. Uma história da própria Marvel denunciou a falta de destaque para os heróis negros da Marvel.

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