É com muito orgulho que, para fechar o ano, chegamos ao final dessa longa jornada pelo mundo de “Street Fighter“, o maior game de luta de todos os tempos. Foi uma super-sequencia de posts lembrando os mais saudosos e curiosos detalhes de todas as versões deste clássico. Um verdadeiro trabalho arqueológico, tentando fazer jus ao apelido de “Arqueólogo dos Games“.
 
E claro, mesmo assim, muita coisa ficou esquecida ou passou despercebida. Todo mundo que joga um game com a importância de um SF – sobretudo aqueles que viveram seu tempo de criação e de popularização – tem história para contar. Infelizmente, nem deu tempo de relembrar tudo, mas o espaço dos comentários está aí, para quem quiser complementar as análises.
  
PARTE V – ENFIM, STREET III (E IV)
  
Street Fighter III
  
Depois de longa, longa, looooonga espera, enfim os gamers puderam conhecer o Street Fighter III. A primeira versão do game, chamada Street Fighter III: New Generation trouxe uma série de novos personagens, novo chefão e nova história para o enredo da franquia. A exemplo de Street II, SF III teve sequências sem mudar de “número” – Street Fighter III 2nd Impact: Giant Attack e Street Fighter III 3rd Strike: Fight for the Future.
 
Esperado durante quase 10 anos desde que o SF II se tornou um dos jogos mais populares de todos os tempos, SF III foi mais ou menos como, acredito, a Capcom temeu que fosse: não fez muito sucesso, não virou história, não conseguiu lançar personagens carismáticos e marcantes. As sequências tiveram mais ou menos o mesmo relativo insucesso do primeiro SF III.
 
Não me entendam mal, eu gosto do jogo. Permite algum bom divertimento, tem gráficos e animações legais, inovações como o sistema de “bloqueio” e contra-ataque nas investidas adversárias, a possibilidade de selecionar qual golpe especial será desferido pelo lutador. O jogador também pode dar aquela “provocadinha” e chamar o inimigo para briga – coisa presente em jogos como o Capcom vs. Marvel, por exemplo. No 3rd Strike ainda era possível escolher entre duas opções de adversário para cada luta.
  
“Então por que reclamar e falar em relativo insucesso?”, você pode estar se perguntando. É simples: o problema é que, com a demora entre o lançamento de SF II e SF III, o pessoal esperava mais. Nem sei o que poderia ter sido esse mais, mas teria que ser mais. Street III é um jogo de luta comum, parecido com outros da Capcom (ou com os da SNK).
  

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Um dos grandes erros da Capcom, na minha opinião, foi não colocar personagens clássicos no game. As duas primeiras versões traziam, de SF II, apenas a dupla Ryu e Ken. Somente no 3rd Strike reapareceram Chun-Li e Akuma. Os personagens novos, por sua vez, não eram assim tão novos. Boa parte “imitava” os guerreiros clássicos: tinha o Necro, cara que não era o Dhalsim, mas esticava os membros; Alex, que não era o Zangief, mas dava “pilão” nos inimigos; Yang, que não era o Fei Long, mas lutava artes orientais e soltava gritinhos… Deu pra entender, né?
  
Para os mais nacionalistas, o melhor de Street Fighter III foi que, apesar de perdermos o monstrengo verde Blanka, ganhamos dois novos representantes verde-amarelos. Um brasileiro chamado Sean (?), que gosta muito de basquete (?) e que se mudou para os Estados Unidos (?) e Oro, um guerreiro tão fodástico que luta literalmente com uma mão amarrada nas costas para não machucar muito os inimigos. Para fechar, havia ainda Elena, que – embora não brasileira – usava os movimentos da nossa tradicional capoeira.
  
Street Fighter IV
   
Street Fighter IV é um game de 2009. Ainda falta muito para essa versão ficar depositada em estratos da história dos games, e por isso, como “arqueólogo”, não me atrevo a comentar muito. Ainda assim, dá para opinar um pouco.
  
Uma das características mais importantes, acredito, é o resgate, por parte da Capcom, dos personagens clássicos e marcantes da série. Nada de uma trupe de desconhecidos, Street Fighter IV traz de volta os 12 herois que fizeram história. Mas, para isso, foi preciso driblar a própria cronologia: em SF III, M. Bison está morto; então, SF IV se passa antes do SF III.
   
Novos lutadores também foram adicionados em SF IV, mas em número reduzido. Nenhum guerreiro de SF III está presente, mas as versões para consoles têm personagens como Fei Long e Sakura, de Super SF II e de SF Alpha, respectivamente.
  

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Os gráficos dão show, como seria de esperar, e embora com profundidade 3D, a jogabilidade segue o clássico 2D que consagrou a série – evitando a cara de imitação de “Tekken”. Os especiais são cheios de animação e efeitos; também é engraçado notar a expressão de espanto dos bonecos quando apanham.
  
Ainda vamos precisar de tempo até saber o que vai mesmo marcar e o que se perderá na história do SF IV. Mas é legal, saudoso, ver a Capcom anunciando o lançamento de uma versão “Super Street Fighter IV” para 2010. É quase como voltar ao tempo dos “super”, “turbo”, “champion”. Quem sabe surge depois um Super Street Fighter IV Turbo Champion Edition?
   
Por enquanto, é o fim.
E, como diz a mensagem da Capcom no final dos jogos…
  
…THANKS FOR READING!!
    
Confira todos os capítulos do Games memória: Street Fighter
Parte IParte IIParte II e ½ – Parte III – Parte IV – Parte V (final)
 
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