Por ser muito branca, a Sofia recebeu a alcunha de “Barata descascada”. O Mário — que tem lábios para dentro — é mais conhecido como “Chupa ovo”. O João, que cultiva uma barbicha rala e besuntada a óleo é chamado “João melado”. Rita — muito chorona — foi apelidada de “Manteiga derretida”.
Uma  pesquisa feita pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo traz
alguns dos apelidos usados na cidade e sua explicação. Alguns tem o mesmo significado por aqui. Quem não se cuidar com estes apelidos pode levar processo “daqueles”.

Ai, tô morrendo de rir até agora.

Alfinete sonoro: locutor muito magro.
Ali-Babá: porque é feliz nos negócios.
Boca mole: por falar devagar.
Boca rica: por ter dentes de ouro.
Boticão: por ter dentes muito grandes.
Carijó: por ser sardento.
Chapadão: por ter os pés esparramados.
Cheira céu: por ser muito alto e ter o nariz arrebitado.
Chico lingüiça: por ser muito alto e vermelho.
Cochicho: por falar muito alto.
Coringa: por estar em toda parte.
Doce de leite: por ser muito perfumado e cheio de não me toques.
Dragão dengosa: por ser muito feia e enfeitada.
Esponja: Por beber demais.
Gafanhoto: por comer tudo que encontra.
Gazetinha: por espalhar tudo que sabe.
Jóquei de elefante: por ser muito grande e gordo.
Maria mole: por ser muito preguiçoso.
Meia-Noite: por ser o último a deixar os bares.
Novelo de lã: por ser gorda e não ter cintura.
Pula muro: por andar a passos largos.
Vassoura de piaçava: por ter o cabelo duro.
Vinte e cinco de março: por ser filhos de Sírios.
Vó de sarampo: por ser muito amolante.

Postado por Kênia – Floripa