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Que tal olhar o resultado das eleições pelo lado positivo? Ao menos, a bancada feminina cresceu 51% na Câmara de Deputados após a votação deste último domingo (7). As 513 vagas agora possuem 77 parlamentares mulheres. Em 2014, eram 51 mulheres.

Metade das deputadas eleitas não tinham concorrido antes. 24 candidatas das 51 que venceram o pleito de 2014 foram reeleitas. No entanto, os estados Amazonas, Goiás, Maranhão e Sergipe não elegeram nenhuma deputada mulher.

O percentual de mulheres concorrendo a deputada federal ficou pouco acima do mínimo de 30% de candidatos de cada gênero para cargos proporcionais exigido por lei. Segundo a Justiça Eleitoral, foram pouco mais de 2,6 mil candidatas. Em 2014, eram 2,3 mil.

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Já no Senado, o número de mulheres se manteve em 7 eleitas, sendo que o número de candidaturas femininas foi de 62. Em 2014, 35 concorreram para um terço das 81 vagas. Em 2010, 36 concorreram, sendo que cada estado disputou duas vagas.

Mesmo mostrando crescimento na luta pela igualdade de gênero, o Brasil fica atrás de vários países no que diz respeito à presença feminina na política. O Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI) analisou o banco de dados do Banco Mundial (Bird) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e constatou que, no ranking mundial de representatividade feminina no Parlamento, o Brasil fica na 115ª posição dentre os 138 países da lista. A lei eleitoral prevê, no mínimo, 30% das candidaturas para cada gênero, mas a norma é frequentemente violada por candidatas laranja. Em 2016, dos 10 candidatos com zero votos, 9 eram mulheres.

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Outro ponto positivo é que, mais de seis meses depois do assassinato da ativista Marielle Franco (PSOL), o legado dela segue vivo. Três assessoras que trabalharam com ela foram eleitas. Talíria Petrone foi eleita deputada federal pelo estado do Rio de Janeiro e Renata Souza e Mônica Francisco foram eleitas deputadas estaduais também do Rio.

Talíria Petrone é atualmente vereadora de Niterói e era amiga de Marielle. Ela foi a 9ª parlamentar mais votada pelo Rio de Janeiro e a segunda mais votada do PSOL no estado. A ex-chefe de gabinete Renata Souza e a ex-assessora Mônica Francisco foram eleitas com 63.937 votos e 40.631 votos, respectivamente. As duas trabalharam junto com Marielle durante o seu mandato.

Erica Malunguinho

Tivemos também a primeira mulher indígena eleita deputada federal. Joenia Wapichana foi eleita pelo estado de Roraima com quase 8,5 mil votos. Ela é considerada a primeira indígena formada em Direito no Brasil, título que possui desde 1997. Aos 43 anos, ela é mestre pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
A única vez que um nativo brasileiro havia ocupado cadeira na Câmara dos Deputados foi em 1983, quando Mário Juruna (PDT) foi eleito pelo Rio de Janeiro.

Joenia Wapichana

# Confira a lista de mulheres eleitas para Câmara dos Deputados que aumentaram a representatividade feminina na política

 

Acre: 4

Mara Rocha (PSDB)

Jéssica Sales (MDB)

Dra. Vanda Milani (SD)

Perpetua Almeida (PCdoB)

Alagoas: 1

Tereza Nelma (PSDB)

Amapá: 3

Aline Gurgel (PRB)

Professora Marcivânia (PCdoB) – reeleição

Patricia Ferraz (PR)

Bahia: 2

Alice Portugal (PCdoB) – reeleição

Lídice da Mata (PSB)

Ceará: 1

Luiziane (PT) – reeleição

Distrito Federal: 5

Flavia Arruda (PR)

Erika Kokay (PT) – reeleição

Bia Kicis (PRP)

Paula Belmonte (PPS)

Celina Leão (PP)

Espírito Santo: 3

Dra. Soraya Manato (PSL)

Norma Ayub (DEM)

Lauriete (PR)

Mato Grosso: 1

Professora Rosa Neide (PT)

Mato Grosso do Sul: 2

Rose Modesto (PSDB)

Tereza Cristina (DEM) – reeleição

Minas Gerais: 4

Aurea Carolina (PSOL)

Margarida Salomão (PT) – reeleição

Alê Silva (PSL)

Greyce Elias (Avante)

Pará: 1

Elcione (MDB)

Paraíba: 1

Edna Henrique (PSDB)

Paraná: 5

Gleisi Lula (PT)

Leandre (PV) – reeleição

Christiane Yared (PR) – reeleição

Luisa Canziani (PTB)

Aline Sleutjes (PSL)

Pernambuco: 1

Marília Arraes (PT)

Piauí: 4

Rejane Dias (PT)

Iracema Portella (PP) – reeleição

Margarete Coelho (PP)

Dra. Maria (PTC)

Rio de Janeiro: 9

Flordelis (PSD)

Daniela do Waguinho (MDB)

Talíria Petrone (PSol)

Jandira Feghali (PCdoB) – reeleição

Rosangela Gomes (PRB) – reeleição

Soraya Santos (PR) – reeleição

Benedita da Silva (PT) – reeleição

Chris Tonietto (PSL)

Clarissa Garotinho (PROS) – reeleição

Rio Grande do Norte: 1

Natalia Bonavides (PT)

Rio Grande do Sul: 3

Fernanda Melchionna (PSol)

Maria do Rosário (PT) – reeleição

Liziane Bayer (PSB)

Rondônia: 3

Mariana Carvalho (PSDB) – reeleição

Jaqueline Cassol (PP)

Silvia Cristina (PDT)

Roraima: 2

Shéridan (PSDB) – reeleição

Joenia Wapichana (Rede)

Santa Catarina: 4

Caroline de Toni (PSL)

Geovania de Sá (PSDB) – reeleição

Angela Amin (PP)

Carmen Zanotto (PPS) – reeleição

São Paulo: 11

Joice Hasselmann (PSL)

Tabata Amaral (PDT)

Policial Katia Sastre (PR)

Sâmia Bomfim (PSol)

Luiza Erundina (PSol) – reeleição

Renata Abreu (Podemos) – reeleição

Rosana Valle (PSB)

Bruna Furlan (PSDB) – reeleição

Carla Zambelli (PSL)

Maria Rosas (PRB)

Adriana Ventura (Novo)

Tocantins: 2

Professora Dorinha (DEM) – reeleição

Dulce Miranda (MDB)

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