03 Nadia Murad

O Nobel da Paz deste ano premiou, na manhã desta sexta-feira (5), em Oslo, dois ativistas que lutam contra a violência sexual. Um dos ganhadores é a ativista Nadia Murad, jovem iraquiana de 25 anos que foi capturada pelo Estado Islâmico e usada como escrava sexual. Quando conseguiu escapar, Nadia se refugiou na Alemanha e se tornou uma das maiores vozes representantes de milhares de mulheres que sobreviveram ao cárcere sexual do grupo terrorista.

A ativista nasceu na região do Monte Sinjar, no norte do Iraque, e só fala o dialeto local, o kurmanji. Ela faz parte da etnia yazidi, um dos maiores inimigos do Estado Islâmico (EI) no Oriente Médio. Por não acreditarem Alá, os yazidis acabaram virando alvo de seu ódio. Desde 2013, o EI ataca as minorias religiosas do Iraque e da Síria por considerarem infiéis que tem crenças diferente das deles. Nesses ataques, matam homens e mulheres casadas e sequestram meninas para torná-las escravas sexuais.

Em agosto de 2014, Nadia passou exatamente por isso. Ela viu sua família ser dizimada por um grupo de criminosos de EI. Após três meses nas mãos da milícia, ela conseguiu fugir para um campo de refugiados. Quando livre, ela passou a viajar o mundo para dar palestras e fazer reuniões com políticos da Europa e dos Estados Unidos para chamar atenção para o genocídio causado pelo Estado Islâmico.

A sua forte militância deu à Nadia Murad o prêmio de Nobel da Paz de 2018 e o cargo de embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas. Ela também já apareceu na lista de 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time.

amal

Em setembro de 2016, a advogada especializada em direito internacional Amal Alamuddin Clooney, mulher de George Clooney, passou a representar Nadia na Corte Internacional de Justiça da ONU. Em 2017, Nadia lançou o livro “Eu Serei a Última” contando sua história de vida.

A ativista Nadia Murad dividiu o prêmio com o ginecologista Denis Mukwege, que ajudou mais de 30 mil vítimas de ataques sexuais no Congo.

03 Denis Mukwege

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