bar término de relacionamento

Terça-feira chuvosa, a luz já invadindo o quarto através das cortinas, 6h54 da manhã. Levanto da cama e vou para o local aonde penso na vida: banho. Como a boa filósofa de boteco que sou, começo a pensar sobre as regras e protocolos sociais para términos de relacionamentos. Afinal, a rotina sempre foi a mesma, de todos as relações que eu assisti surgirem e principalmente terminarem:

Fase 1: reclamações sobre como foi b*sta e algumas vezes choro, na verdade o choro é mais presente que a reclamação, quase uma música sertaneja.

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Fase 2: fazer a Bruna Marquezine quando termina com o Neymar: postar stories bem faceira na balada.

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Fase 3: queimar as pontes e arrumar outro boy ou girl, pra dar aquela leve esfregada na cara dx ex, ou o meu preferido: viajar. Tá bom, eu que inventei essa de viajar, porque na real, seria o que eu faria.

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Fase 4: a recaída. Quem nunca teve que atire a primeira pedra, por favor.

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Fase 5: a recuperação. Finalmente se entende que aquela pessoa já não tem mais espaço na tua vida, muito menos nos contatos favoritos, e tu simplesmente segue a vida, ou fica amigo da pessoa, o que é raro. Todo mundo normalmente quer que a pessoa se exploda.

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Fase 6: próximx!

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Em alguns casos as fases são misturadas, mas no geral segue um padrão. Também aprendi que relacionamentos são 70% ação e reação, seja algo que tu ouve, vê ou sente sobre a outra pessoa; 8% jogos mentais, já que é natural tu ficar morrendo de medo de ser a pessoa que “gosta mais” da relação; 5% opinião alheia, porque quando tu tá apaixonada tu meio que tá pouco se f*dendo para o que os outros tem a dizer, mas meio que tu guarda o que te dizem no fundo do cérebro – a famosa pulga atrás da orelha -; 17% socialização com outros da mesma espécie: casais.

Quando se termina essa dinâmica é no mínimo difícil. Vamos ser sinceras e usar as palavras apropriadas? É f*dido! Tem várias esferas da tua vida que tu precisa remover a pessoa, na social por exemplo, tem que acostumar o povo a te ver sem a criatura do lado, se esquivar das perguntas “cadê x fulanx?“, “aaaah, o que aconteceu?“, tu só quer dizer um sonoro “vai tomar o c*, me deixa quieta, desgraça“, mas só o que sai é o sorrisinho sem graça e um “não deu certo” bem xoxo. Outro ponto é lidar com os sentimentos. Para ter uma noção, um término para o cérebro é o equivalente a uma abstinência de drogas, tu passa por todas as fases pra se livrar do vício que era a presença dx embuste na tua vida.

Isso tudo é pra dizer que é normal se magoar, e quando isso acontece pode sim ter sido infligido por outra pessoa, mas o sentimento é só teu e tu pode fazer o que tu quiser com ele. Posso te dizer uma coisa? Às vezes não é nem sobre o coração partido, mas é sobre a energia que tu tem que colocar pra parecer que você está sentindo uma emoção que não está! Eu tenho amigas que fariam uma carreira bem boa na Globo, elas são ótimas nisso! Já eu sou uma b*sta, porque eu sou a maria problematizadora que filosofa sobre essa sociedade hipócrita e questiona todos os dias sobre esses protocolos sociais infames e quem os inventou.

Eu não sou a pessoa mais experiente em términos, eu só bebo e sei uma coisa ou duas sobre a vida que eu aprendi observando e saindo correndo de livros de auto ajuda, ou talvez isso seja uma ilusão criada pelo álcool mesmo, nunca se sabe. Se você está passando por essa situação eu tenho um conselho ótimo, que não falhou nenhuma vez:

Pegue 1 dose de vodka, suco de um limão, 50ml de suco de cranberry, 1 dose de licor de laranja e gelo, misture tudo em uma coqueteleira, sirva sem deixar o gelo cair no copo, e se tiver afim coloque uma rodela de limão para enfeitar. Voy a la, se fez um Cosmopolitan! A última parte do conselho é chamar as amigas e dar umas risadas, reclamar, ou assistir uma série, um filme, ou tudo junto mesmo.

Depois me conta se deu certo!

2 beijos, Lê.

@falabrigitte

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