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Ser mãe é realmente, padecer no paraíso? Graças à atitude de mulheres que decidiram revelar as dificuldades existentes na maternidade, sabemos que a visão idealizada (ou até mesmo santificada!) não cabe na realidade de toda mãe.

Hoje em dia é comum vermos padrões de perfeição serem tombados por mulheres corajosas o suficiente para expor erros, decepções, lágrimas, doenças e sentimentos dignos de seres humanos – e não dessas mulheres que tentam aparentar perfeição em suas redes sociais.

Com isso, muitas famosas decidiram contar suas experiências com seus filhos e mostrar o “lado B” da maternidade.

Vem ver:

#1 Rafa Brites (mãe de Rocco, 1 ano e 3 meses)

Rocco já completou um aninho, mas na época em que o bebê tinha acabado de chegar ao mundo, a mamãe botou a boca no trombone em suas redes sociais. O tema? Amamentação, óbvio!

“Expectativa X Realidade. Acho que as campanhas de amamentação são desenvolvidas por homens. Só pode ser. Toda a mãe durante a gestação fica sonhando com esse momento tão especial. Afinal quando vemos fotos sobre esse assunto elas são sempre assim: uma cara plácida um bebê lindo… Mas verdade seja dita: o começo dói demais! É de ver estrelas. Mas calma, é só acertar a pega! Ahhh como se fosse fácil. Eles choram, colocam as mãos na frente, escorrega, aí mordem. Dói as costas, o pescoço, os braços. E quando você vai ver está com o peito em carne viva. No meu caso, sangrando. Mas eu não queria desistir. Quando me vi estava amamentando e chorando de dor. Literalmente deixando o bebê molhado de tanta lágrima”.

#2 Adele (mãe de Angelo Adkins, 4 anos)

Ela deu à luz a Angelo Adkins em outubro de 2012. Cinco anos depois, a cantora deu uma entrevista à Vanity Fair e abriu o coração sobre seu sentimento em relação à maternidade, revelando que sofreu com depressão pós-parto:

“Tudo que eu sabia sobre depressão pós-parto era que você talvez não quisesse ficar com seu filho; que você temesse machucá-lo. Mas eu era obcecada pelo meu filho. Eu me sentia muito inadequada, como se tivesse tomado a pior decisão da minha vida. Pode surgir de maneiras muito diferentes. Eu chorei todos os dias por três meses depois que meu filho nasceu. Estava me preparando para engravidar havia cinco anos. Mas, quando eu finalmente pari meu filho, quando eu olhei para ele, aquele raio de amor que todo mundo fala simplesmente não me atingiu. Fiquei arrasada. Eu pensava: não sou uma mãe de verdade, o que há de errado comigo? Eu odiei o comecinho da maternidade. Odiava as noites sem dormir. Odiava não saber se eu estava fazendo alguma coisa certa. Odiava todo mundo falando coisas como ‘não é incrível?’. Não era incrível. Foi o período mais difícil da minha vida”.

Hoje, o sentimento de Adele por Angelo mudou completamente. Ainda assim, ela não é aquela mãe que é só elogios à maternidade.

“Eu amo meu filho mais do que tudo nessa vida. Mas, todo dia, se eu tenho um ou dois minutos, eu fico pensando em como seria bom se eu pudesse simplesmente fazer o que eu quisesse na hora que quisesse”.

#3 Mariana Ferrão (mãe de Miguel, 4, e João, 2)

A apresentadora do “Bem Estar”, da Rede Globo, fez um desabafo nas redes sociais sobre amamentação e a dificuldade de voltar ao trabalho após a licença maternidade em suas redes sociais.

“Este é o texto que não tive coragem de escrever para o Miguel. Eu estava de luto. Como seria voltar ao trabalho com um coração dividido? Perdi as contas de quantas vezes chorei ao deixá-lo na escola… Como seria voltar ao trabalho com os seios doloridos de leite, e os mamilos me avisando a horinha que ele estava com fome? Ninguém me disse que a saudade doía no corpo. Chorei várias vezes no banheiro da Globo. Medo de não ser mais necessária ali. Medo de não conseguir novamente fazer tão bem o meu trabalho. Medo de estar sendo negligente como mãe. Medo. Medo. Medo. Pra mim, a amamentação começou a ficar gostosa depois que ele passou a comer bem a papinha. O leite já não era essencial para mantê-lo vivo, mas era aquele momento mais puro, mais íntimo em que realmente só nós dois existíamos no mundo”, escreveu Mari.

#4 Thaís Fersoza (mãe de Melinda, 1 ano e 9 meses, e Teodoro, 10 meses)

A atriz e o cantor, Michel Teló, gostaram tanto de virarem pais, que praticamente emendaram uma gravidez na outra. Melinda e Teodoro tem apenas 11 meses de diferença. Porém, nem tudo foram flores. Quando Teo chegou, Tatá compartilhou com seus seguidores do Instagram um pouquinho da nova rotina.

Com dois bebês em casa, não vou dizer para vocês que está mil maravilhas. Mil maravilhas está a emoção, o sentimento que só dobrou, mas essa noite, por exemplo, a Melinda está com um dentinho nascendo atrás e meio gripadinha, então foi uma sinfonia de choro…Chora lá, chora cá”, contou Thais.

#5 Pitty (mãe de Madalena, 1 ano e 8 meses)

Desromantizando a maternidade, a cantora baiana levantou uma bandeira contra a cultura de transformar a mãe em algo abençoado, e falou sobre o puerpério, período que decorre desde o parto até que os órgãos genitais e o estado geral da mulher voltem às condições anteriores à gestação.

“A maternidade é tão idealizada, tão associada a um negócio divino, sagrado, como se a mulher virasse meio santa quando está grávida, que eu acho que as pessoas esquecem que tem uma pessoa real ali passando por isso. O puerpério é uma coisa sobre a qual ninguém fala. Não é fácil, é foda. Você está sem dormir, seu corpo está diferente, num tsunami hormonal. Ao mesmo tempo você está fascinada e apaixonada por aquela pessoa ali com você.”, disse Pitty.

#6 Jessica Biel (mãe de Silas, 3 anos)

A musa de Hollywood consegue manter seu glamour mesmo sendo mãe do pequeno Silas. Mas ela também já garantiu que ser mãe é estressante.

“Às vezes é difícil encontrar palavras para descrever a maternidade. Incrível. Muito adorável. Estou fora da realidade. Honestamente, eu diria que ser mãe é o papel mais difícil que já tive. É provavelmente o trabalho mais difícil do mundo. É provavelmente o trabalho mais desafiador do mundo, mas também o mais feliz”, disse em entrevista.

#7 Fernanda Gentil (mãe de Gabriel, 2 anos e 9 meses)

A apresentadora sofreu por não conseguir amamentar o filhote e quis dividir todo o processo com seus seguidores no Instagram:

“Eu achei que amamentar fosse tão automático quanto ser mãe: se quando nasce um filho, nasce uma mãe, então essa mãe vai amamentar. Não necessariamente. Não se tiver mamilos invertidos, prótese, redução de mama, se sentir muita dor, o leite não descer ou se secar – e o meu secou. Para uma mãe que sempre sonhou em viver o momento mágico-de-filme do filho mamando no peito, do olho no olho, da mãozinha segurando o nosso dedo, a notícia da mamadeira cai como uma bomba. Chorei, me julguei e repassei a gravidez inteira na minha cabeça tentando descobrir onde errei – se foi o chocolate que comi, a noite que não dormi ou aquela longa escada que subi. O meu sofrimento durou até eu dar a primeira mamadeira. Foi quando descobri duas coisas: eles também olham no nosso olho e a mãozinha também segura o nosso dedo quando mamam na “dedêra”. Descobri também que esse é um assunto polêmico e não estou aqui para polemizar. Se eu posso usar minha imagem para ajudar minimamente que seja, escrevo por isso – principalmente para mulheres na mesma situação que eu. E se você é uma delas, aí vai a minha terceira e melhor descoberta: o amor que bate no peito, bate também na mamadeira.”

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