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O universo da cirurgia plástica sempre atrai muita curiosidade, não é mesmo?

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O Brasil é um dos países onde mais são feitas plásticas, e, as cirurgias no seios, estão entre os 10 procedimentos mais realizados. E, assim como despertam a curiosidade, as cirurgias plásticas também deixam muitas dúvidas. Será que o silicone serve para levantar ou juntar os seios? Pensando em desmistificar o assunto, fomos pedir ajuda ao cirurgião plástico Giuliano Borille*. Sendo assim, podemos dividir em 3 procedimentos:

#1 Prótese de silicone

Segundo o cirurgião, a Prótese de silicone foi criada para dar volume às mulheres que possuíam pouca ou quase nenhuma mama (tinham um caráter quase de cirurgia reparadora). Para os padrões da época, a forma e a consistência da prótese tinham o intuito de reproduzir um aspecto mais feminino, disfarçando o tórax plano que ali existia antes da cirurgia (popularmente chamado de “ovo frito”).

Com o passar dos anos, pacientes que já possuíam um pouco mais de tecido mamário, e, até mesmo, pequenos excessos de pele começaram a utilizar as próteses de silicone para obter uma melhora na forma, na projeção e, também, corrigir pequenos excessos de pele local. A prótese deixou de ter apenas um aspecto reparador de um tórax plano a passou a contribuir para a melhora estética das mamas. Podemos afirmar, então, que o implante de silicone tem o objetivo de fornecer volume e forma para a mama, explica o especialista.

Mas é muito importante destacar que o silicone não resolve todos os problemas existentes nos seios.

#2 Mastopexia ou Mamoplastia

Muitas vezes, a flacidez excessiva e a “queda” da mama, devem ser corrigidas por cirurgias que removem o excesso de pele e a reposicionam, levantando-as novamente. Segundo o médico:

A prótese de silicone, por si só, não tem a capacidade de elevar, tracionar ou mover a mama no tórax. Colocar silicone não levanta, e tampouco, aproxima mamas muito separaras no tórax. A prótese simplesmente expande o tecido mamário em sua posição original.
Muitas vezes, mamas que já são caídas, ao receber um implante de silicone, podem cair ainda mais pelo peso extra ali colocado.

O que pode ser feito em alguns casos, é a Mastopexia ou Mamaplastia, que é a combinação de próteses de silicone com a retirada de pele e elevação da mama. Assim podemos restaurar o volume, forma e a posição dos seios da paciente. Essa é uma cirurgia muito comum e que resulta em uma cicatriz em “T” invertido.

Borille ainda explica que o correto diagnóstico do problema, a vontade da paciente e as limitações técnicas é que vão determinar o melhor tipo de cirurgia para cada um. Muitas vezes, pacientes possuem mamas bastante densas e que não precisam de próteses de silicone, apenas de seu reposicionamento. Por outras vezes, a perda de volume acompanha a queda da mama, o que determina a cirurgia combinada (prótese + remoção de pele).

O fato é que as mamas sofrem mudanças frequentes de acordo com o crescimento, o ciclo menstrual/hormonal, a gestação, a alteração de peso, a idade, fatores genéticos… E que qualquer cirurgia deve pesar o custo/benefício individualmente para que todos fiquem felizes com o resultado final da plástica, afirma o cirurgião.

#3 Mamoplastia redutora

O procedimento é indicado nos seguintes casos:

– Peso excessivo das mamas;

– Dores nas costas;

-Formação de sulco nos ombros pelo sutiã;

-Má postura;

-Dificuldade de vestir-se e praticar exercícios.

A cirurgia consiste em remover o excesso de tecido mamá rio, reposicionando e melhorando também a forma da mama.A cicatriz resultante é um “T” invertido e peri-areolar (ao redor dos mamilos). O uso de prótese de silicone em cirurgias de redução de mama não é necessário pois, normalmente, a paciente já tem mamas bastante volumosas e densas.

Giuliano Borille* é cirurgião plástico, vice presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica e membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética.

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