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Essa semana meu filho deu mais um passo para a sua independência.

Teve seu primeiro dia na escola. Escola nova, tudo era novo. Colocou sua mochila – escolhida a dedo em meio de tantas outras opções na loja de materiais – passou as mãos nas alças da mochila e saiu, todo independente, cheio de si.

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E ele foi!

Passado esse dia de tantas expectativas e já deitada na cama para dormir, me peguei refletindo sobre os mais de 6 anos que ele está em minha vida – contando a gestação –  olhei para o lado, ele dormindo calmo e tranquilo. Parecia um anjo! Alguns pensamentos grudaram na minha cabeça, mas o principal foi de que ser mãe – para mim – é padecer no paraíso.

Quando a gravidez ainda era só uma possibilidade, eu brincava com a ideia. Quando os dois riscos apareceram naquele palitinho, fiquei em pânico.

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Quando meus pais descobriram que eu estava grávida – e que queria tirar – meu mundo veio ao chão. Quando ele me chutava até não poder mais, me deixava sem ar e eu acalmava ele cantando as músicas que gostava.

Quando meu filho nasceu eu não sabia bem ao certo o que estava sentindo, era medo, insegurança, não sei se já era amor. Quando ele chorava de fome e eu tinha que amamentar, era eu quem chorava e gritava de dor, mas eu persistia. Quando ele vomitava a todo instante por conta do refluxo, eu passava o dia trocando de roupa.

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Quando passava dia e noite com febres altíssimas por conta das repetidas otites que tinha, minhas olheiras só aumentavam. Quando ele teve que ser operado (três vezes) era eu a única pessoa que ele queria ver ao acordar das cirurgias. Quando teve seu primeiro tombo, quando acordou assustado no meio da noite por conta de um pesadelo, quando ele passou (e ainda passa) quase um dia inteiro sem comer.

Quando, como, onde, seja lá como for, todas as fases, difíceis ou não, todas elas passaram e mesmo que difíceis, tem algumas que sinto falta, outras não, mas a maternidade tem dessas, de te fazer ir do céu ao inferno em poucos instantes.

Ser mãe, é querer que seu filho seja independente, mas quando você se dá por conta que isso está de fato acontecendo, querer que o tempo pare.

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Ter um filho, para mim, é padecer no paraíso, pois você ama como jamais achou que um dia poder amar alguém e mesmo assim querer fugir.

Maternidade é isso aí, uma grande loucura, um grande videogame da vida real.

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Beijos pipow! <3

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