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2017 foi o ano mais difícil da minha vida. 2017 foi o ano do término de uma longa relação. 2017 foi um ano do meu término de mim, comigo, de me desvencilhar de quem eu achava que era e encontrar quem eu realmente sou (lá na cerne, sabe? Na essência). Foi o ano que sai de um emprego. O ano que mais estive na depressão. 2017 foi o pior ano da minha vida, mas foi o melhor ano da minha vida. O ano que mais me fez amadurecer (mesmo que por obrigação e não tanto por naturalidade). É incrível a nossa capacidade de crescer e criar em meio ao caos. 2017 foi o ano do “desacomodar”. Foi o ano de sair da zona de conforto, de descobrir que o novo e o desconhecido nem sempre são amedrontadores. 2017 foi o ano que tive algumas pequenas perdas e alguns grandes achados e descobertas, mas a maior descoberta eu encontrei em mim. A capacidade de dar a volta por cima, resiliência no sentido mais literal da palavra. A dificuldade do perdão na teoria, e a libertação que é o perdão na prática.

Em 2017 eu entendi que a morte é uma passagem inevitável e em 2017 eu finalmente deixei entrar no meu coração a ideia de que a morte é uma das únicas certezas que temos. Ainda acho impressionante como a gente se apega a coisas pequenas e esquece que na verdade, a vida não é um sopro, mas a morte… a morte é. A morte é um sopro quente na nossa alma, um soco na nossa pequenez. Todas as vezes que a gente esquece como a vida é frágil, vem a morte, como só ela, nos lembrar disso. 2017 foi o ano em que entendi que a vida é finita. O que temos de eterno e de infinito é o tipo de sentimento que conseguimos trazer para o coração de cada um, é a nossa obra, a nossa missão, o que temos de eterno é o amor. O amor na mais singela e pura das definições.

Que em 2018 a gente aprenda um pouco mais sobre a fragilidade de nossas vidas a ponto de não precisar da morte pra nos recordar disso. Que 2018 nos presente com a sabedoria de aprender sobre a dor pela empatia, pela capacidade de reconhecer a dor no outro sem ter que sentir ela na pele. Que em 2018 a gente compreenda as diferenças entre amores e apreços e entenda as diferenças entre valores e preços.

Que a gente caia muitas vezes em 2018. Que a gente falhe muitas vezes em 2018. Que a gente erre muitas vezes em 2018. Que a gente finalmente enxergue esses erros e falhas como aprendizados não só necessários como imprescindíveis pra nós, como seres humanos em 2018. Que a gente aprenda a agradecer mais do que pedir em 2018.

Que 2018 seja pior. Que 2018 seja muito pior. Que 2018 seja o pior ano das nossas vidas, pra que possa ser também o melhor ano das nossas vidas.

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