teto louco

Essa semana eu tive um teto louco. É. Essa semana eu tive um teto sobre o amor e unidade. E nesse teto eu não parei de pensar que na verdade, o contrário de amor não é o ódio, como a gente pensa. O contrário de amor é indiferença. Indiferença é a incapacidade de se colocar na pele do nosso irmão. Indiferença é a incapacidade de viver em comunhão. O ódio é outra história. O ódio é tão mas tão próximo do amor que que no cérebro eles até dividem a mesma região e eu me pergunto porque, acreditando nos deuses é orixás, porque o ódio sempre parece ganhar. E depois de muito sofrer procurando a solução, acho que acabei de achar. O ódio sempre parece ganhar porque, no fundo, a gente tem medo de amar. É muito mais fácil odiar. Eu entendo. Não to aqui pra fazer julgamentos. Amar também me assusta, me arrepia. Mas eu tenho mais medo de me sentir vazia. Então sempre me joguei de cabeça e pequei pelo excesso. Calma guria, tu é nova. Vai aprender que o amor é muito mais complexo. Então, por favor me explica. Eu continuo pensando que na vida tem coisa que só é complicada porque a gente complica. E quantas provas a gente já não tem que é muito mas fácil odiar em comum. Odiar em conjunto e cada vez mais a gente alimenta o “desfazer amizade” e esquece do “tamo junto“.

Mas tudo isso é porque o ódio é o medo do diferente, o medo da diferença e o medo de entender que na essência a gente é igual. Racismo,Transfobia, homofobia, misoginia, xenofobia, tudo consequência da ignorância carnal. Ignorância que não é simplesmente falta de conhecimento, mas resultado do ignorar. Do preferir não enxergar. E a gente esquece de admirar as diferentes cores, religiões, orientações.

O problema é que o ódio é consequência do medo também. Do medo do desconhecido. O medo é a incompreensão ou a não aceitação da incerteza. E eu tenho certeza que em algum momento todo mundo já se perguntou: “será que eu to sozinho?” “Será que só eu to vendo o morador de rua, to vendo a dor do meu vizinho?” “Será que só eu me importo?” Não suporto ver esse mundo tão segmentado e ao invés de união a única conclusão é: cada um pro seu lado.

Eu sempre acreditei no futuro da nação, mas eu sei que anda difícil irmão. Que o recorrente é sacar armas e não dar as mãos. Enquanto uns tem comida em casa, afeto, colchão. Tem piá de dez anos dividindo um pão e dormindo em papelão. Mas eu deixo aqui mais um teto pra gente pensar. Se a gente se juntar, imagina quantos desses tetos a gente não ia conseguir consertar.

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