Pamela mães oculos

“Não canonizem as mães: por uma sociedade que não julgue as mães que querem ser mulheres também”, estranho não é?

Mulheres que viraram mães e que quando tomam a posição de mulher, são julgadas.

A apresentadora Rafa Brites, publicou em seu Instagram um texto falando sobre a cultura que se cria em torno das mulheres depois que elas se tornam mães. Um desabafo muito sincero e muito sensato para mães que como eu, buscam todos os dias não perder a sua essência feminina. Em sua publicação ela foi ovacionada por muitas mães, mas também foi alvo de críticas, e eu te convido a refletir sobre isso.

Por que as mulheres depois de serem mães devem ser seres angelicais? Que devem polir suas atitudes, posturas e discursos?

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Antes de ser mãe já existe a questão de que mulher tem que ser “direita”, que “deve se dar ao respeito”, mas ok, se ela vai para a balada, volta pela manhã, bebeu todas, ok, ela não tem um filho para cuidar.

Em um dos trechos a apresentadora desabafa:

“Engraçado, depois que virei mãe tenho sentido uma cobrança por uma postura angelical, imaculada e assexuada. Qualquer movimento numa dança, decote ou entornada em um copo de gin escuto: olha a mamãe do Rocco ai curtindo adoidado. Em um festival de música eu já pra lá de Bagdá escuto: quero ver acordar pra cuidar do baby hein! Nossa batom vermelho? Seu filho vai ficar com ciúmes da mamãe… entre outros vários comentários infelizes, a maioria machistas e vindo de mulheres.”

Espere ser mãe para ver o que vão falar de você: “Mãe desnaturada! Olha só que absurdo você saindo como se não houvesse amanhã!”

Ser mulher.

Ser mulher e mãe.

Ser mãe e mulher.

Quando a mulher escolher ser mãe, não se é julgada por isso. E quando a mãe escolher ser mulher, também não pode ser julgada.

Eu amo ser mãe e também amo ser mulher, uma coisa não anula a outra, só soma. Quando sou a mãe do Lucca, eu sou uma mãe incrível, que gosta de brincar, fazer bagunça e amar muito meu filho. Quando sou a mulher, a Pâmela, eu sou apaixonada pela vida, pelo meu corpo, pela pessoa que me tornei.

Ao me tornar mãe, adicionei em mim mais uma tarefa, não diminuí. Um dia sou uma mulher moleca, no outro quero ser sexy, e em outro, ficar bem largada (se possível de pijama) e não tem problema nenhum nisso.

Somos mulheres há muito mais tempo do que somos mães e eu simplesmente amo a mulher que a maternidade me tornou! A maternidade transformou meu lado mulher, me deixou mais segura de mim e por mais que eu tenha um corpo cheio de marcas da minha gestação, eu amo meu corpo de mãe, mas transformo ele em um corpo de mulher quando preciso, porque vou te contar um segredo: “mães fazem sexo!”.

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A mulher que eu era aprendeu muito com a maternidade, assim como a minha forma de maternar também aprendeu muito com o o meu lado mulher.

E faço da Rafa Brites as minhas palavras:

“Então olha só: sigo curtindo a minha vida ainda mais! Posso ser safada viu? Não se preocupem se vou acordar 05:30 para cuidar do bebê. Talvez sim. Talvez acorde ao 12:00 e fale: meu filho, mamãe ferveu tanto ontem… dancei tanto ontem… que dormi até mais tarde, agora tô pronta pra nossa farra! Vai entender que sagrada é a liberdade!

Por favor, não canonizem as mães!

E se tu está precisando um pouco mais de empoderamento materno, vai lá no meu Instagram @fofocademae ou na nossa fanpage /fofocademae, que tem muita coisa que vai te ajudar a conhecer um pouco mais do poder que todas as mulheres descobrem depois da maternidade.

Beijos pipow! <3

www.fofocademae.com.br

Créditos da foto: Márcio e Thati Klein Fotografia

Instagram ATL Girls