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O Brasil perdeu, aos 74 anos, Rogéria. A cantora, atriz, vedete, maquiadora, jurada, mas, sobretudo, artista – que se dizia a travesti da família brasileira – foi uma das primeiras a levantar as questões de gênero no país, mesmo que involuntariamente.

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Astolfo Barroso Pinto se descobriu Rogéria em tempos que a liberdade ainda não era valorizada e as questões de gênero não eram temas de militância. Ela mostrou aos brasileiros um novo tipo de entretenimento, que misturava teatro e humor, mas que tinha um fundo de transgressão e mudança. Rogéria foi pioneira, uma estrela que, definitivamente, não nasceu para ser coadjuvante. Ela dizia que tinha vindo ao mundo para se divertir, e foi isso que fez até o último dia de vida.

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Foi em Paris, quando jovem, que se apresentou nos mais luxuosos cabarés e fez a transição de visual: o rapaz de cabelos curtos deu lugar a uma bela mulher com visual de diva hollywoodiana. A artista, que ganhou reconhecimento no Brasil e no mundo, participou de diversos filmes, teatros, novelas e programas de televisão.

Rogéria talvez não soubesse na teoria, mas na prática ela mudou o pensamento de muita gente. Levou alegria às famílias brasileiras e comprovou que ser diferente é sensacional.

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