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É indiscutível o peso do rap quando o assunto é movimentação e articulação política e social de classes menos favorecidas tanto no Brasil, quanto no mundo todo. De assuntos mais falados, porém ainda extremamente necessários como vivencia a respeito de racismo, pobreza, causas e lutas de minorias, à um tema relativamente novo na mídia, como a causa LGBT e experiência de pessoas transgêneras.

Triz nos traz peso e conteúdo nas suas palavras e já nos primeiros segundos de clipe faz questão de afirmar que não representa o rap feminino, muito menos o masculino, mas sim o rap nacional, pedindo a todos que respeitem sua identidade de gênero.

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Com milhares de seguidores e fãs apaixonados pelo seu som “bad”, Triz concedeu entrevista ao Papel Pop, um dos maiores portais de entretenimento e música do país. Triz é promessa e esperança de representatividade em causas que PRECISAM ser faladas.

A letra de Elevação Mental, seu primeiro clipe lançado nessa quinta-feira, 27/7, tem como tema principal a luta trans e a vida da pessoa que se identifica com um gênero neutro, de como essas pessoas enfrentam preconceitos e como esse preconceito mata no Brasil. Em um dos trechos Triz canta

“Brasil, país que mais mata pessoas trans, espero que a estatística não suba amanhã. Me diz, pq o jeito de alguém te incomoda? Sobre a minha carne, cê não tem autoridade, não seja mais um covarde de zero mentalidade”.

Ainda sobre sua letra, Triz declarou ao Papel Pop:

“A inspiração para a criação da letra foi movida pela tristeza de saber que ainda existem pessoas tão arrogantes, intolerantes e ignorantes sobre o assunto. Tentei através dos versos falar de uma maneira curta e direta como é a vivência de uma pessoa que esta inserida no meio, abordando temas pesados e tristes sobre a realidade de pessoas como nós que são diariamente marginalizadas, esquecidas e humilhadas”.

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Em seu refrão, ela deixa uma mensagem emocionante e linda

‘”Onde isso vai parar? Se eu nasci com dom, sei que vou continuar, eu cheguei na cena, fiz um poema pro seu coração escutar. O preconceito não te leva a nada, não seja mais um babaca de mente fechada. O ódio mata, só o amor sara, de qual lado cê vai ficar?”.

Com apenas 18 anos, Triz mostra todo seu talento e é aposta no cenários do rap nacional em um momento crucial de mudança do país em questões de gênero e minorias.  Se depender da gente já é sucesso <3

Confira o clipe:

Instagram ATL Girls