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A primeira coisa que pensei quando fui adicionada ao grupo de Ginecologia Natural no Facebook foi: COMO EU VIM PARAR AQUI? É bem verdade que ultimamente ando numas pilhas de ficar esperta com os sinais que meu corpo me manda. Pois bem, curiosa pra saber do que se tratava – e agora sou muito grata à menina que sorrateiramente me adicionou lá -, me apavorei logo de cara. O motivo? Bastou uma rolagem no grupo pra ler muitas meninas dizendo que colocavam “ob de alho” na vagina. O QUE? O QUE? É, talvez a sua reação tenha sido exatamente a mesma que a minha. Ai, que nojo! Mas qual a razão? Vamos por partes…

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A prática da ginecologia natural prega o resgate de conhecimentos antigos, uso de plantas medicinais, chás, alimentos e observação do próprio corpo na prevenção e na cura de problemas ginecológicos. Na real, muito do que encontrei foram receitas simples, mas formas poderosas de entender o organismo e fugir um pouco dos medicamentos. Não me entendam mal: nada disso tem a ver com aversão à medicina convencional, muito pelo contrário. De certa forma e em alguns casos, tudo pode se complementar pro nosso bem.

Enfim, lendo e relendo muitas vezes os relatos das meninas no Facebook, parti para a minha própria experimentação. A primeira delas: abolir o sabonete na higiene íntima. Isso mesmo, estou há quase 1 mês sem usar sabonete na vagina. O motivo: géis de banho, sabonetes convencionais e até mesmo os supostamente feitos para as partes, têm maior probabilidade de irritar a pele e destruir a nossa flora vaginal, tão importante pra deixar tudo funcionando tão direitinho. Lavar a ppk utilizando produtos químicos acaba com o ciclo natural de limpeza e pode causar irritação ou até mesmo infecções. Em relação à vulva, água e somente ela é o mais indicado. OK, SE VOCÊ AINDA ESTÁ TORCENDO O NARIZ, procure um sabonete suave e sem perfume se realmente fizer questão disso. A diferença que senti durante o período deixando o meu Dove apenas pro resto do corpo? Bom, nenhum odor, calcinha fresca o dia inteiro, nenhum sinal de coceira, zero corrimento, NENHUM CHEIRO – comprovado pelo meu namorado, que obviamente era a segunda pessoa mais interessada nesse meu experimento. Sério, fiz questão de perguntar várias vezes se ele tinha sentido algum cheiro desagradável e ele disse que não, que a querida estava cada vez melhor. Acredita em mim agora? E o melhor, algumas meninas também relatam que os episódios de cândida e outras infecções por fungos e bactérias diminuíram consideravelmente. É de se pensar, né?

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Aliás, candidíase. Duvido que você, em algum momento da vida, já não tenha apresentado algum sintoma. Sabe o que a ginecologia natural indica pra esses casos, além de dar um tempo nas comidas açucaradas e no glúten?

Iogurte: O iogurte natural é um tratamento muito eficaz. Aplique com uma colher de chá (usar um espéculo, se necessário). Coloque um pano abaixo pois o iogurte irá escorrer. Certifique-se de usar iogurte não pasteurizado que contenha lactobacilos vivos. Pode ser tomado por via oral ou simultaneamente. A duração do tratamento é de entre 5 e 10 dias, de preferência durante a noite. Numa situação de crise o iogurte pode ser utilizado 3 a 4 vezes por dia. Seringas de bebê (sem agulha) funcionam bem para introduzir o iogurte e pode ser comprado em farmácias.

E ele… o óvulo de alho: com a ajuda de uma agulha e um pedaço de linha, passe um fio pelo alho para fazer uma alcinha tipo um “ob”. Insira na vagina sem casca (se precisar mergulhe no óleo de coco). Usar a noite por 3-6 dias.

Banho de assento: 1 litro de água morna para até 6 gotinhas de óleo essencial de teatree (3x dia). Pelo menos umas 30 meninas testaram e aprovaram, dizendo que os episódios de cândida recorrentes sumiram. Incrível, né? Quanto ao cheiro, eu ainda não testei, mas elas dizem que é muito pouco e no banho se resolve.

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E as cólicas menstruais? Também dá pra testar deixar de lado o comprimido e experimentar um chazinho. Vai lá: tansagem + casca de limão + manjericão. O chá vai ajudar a relaxar o útero :]

E já que estamos falando de menstruação, aqui também tem uma leiturinha marota para entender um pouco mais sobre o assunto!

Outra coisa: você sofre com cistite? A famosa infecção urinária que causa um desconforto danado na hora de fazer xixi? Pois saiba que suco de cramberry pode ajudar pra caramba na prevenção – juntamente com aquela corridinha esperta até o banheiro depois de transar pra esvaziar a bexiga.

Ah, eu também não durmo mais usando calcinha. Como a vagina é muito quentinha (<3), esse calor contribui para o crescimento excessivo de bactérias na região. Por isso, ficar algumas horas com a querida ao ar livre ajuda a prevenir infecções. Além de ser uma delícia, né?

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Meus próximos passos nesse universo maravilhoso serão: experimentar o coletor menstrual porque suspeito que algumas alergias que tenho são por causa do absorvente e também reavaliar o uso de anticoncepcional. Eu uso Diclin há quase 16 anos e nunca troquei. Sei que o AC traz alguns benefícios (no meu caso, melhorou a pele, cabelo, etc.), mas os riscos que a gente corre também são preocupantes. Esses dias eu inventei de ler a bula e fiquei apavorada depois da seguinte frase escrita lá: NÃO É UM MEDICAMENTO INDICADO PARA USO EXCLUSIVO COMO CONTRACEPÇÃO. AI AI.

Eu ainda tenho um pequeno agravante que me deixa meio presa ao método: não quero ter filhos, fico cheia de alergia com camisinha, morro de medo de DIU… Enfim, papo reto que terei com a gineco e com o namorado na semana que vem.

E aí? Gostou? Tem alguma experiência pra compartilhar com a gente? Pra trocar ideia sobre ginecologia natural, deixa um comentário aí embaixo, me manda inbox no Facebook, procure o grupo Ginecologia Natural e respeite muito o seu corpo. Pode parecer bobagem, mas ele é o melhor lugar em que a gente vai viver.

P.S.: você lê em espanhol? Então ó: https://we.riseup.net/assets/173878/176109315-Manual-Introductorio-a-la-Ginecologia-Natural-Pabla-Perez-San-Martin.pdf

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