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Se você tem Facebook posso apostar que passou as últimas semanas inteiras vendo posts sobre política. No meio desses posts de todo tipo, dois lugares eram muito citados pelas pessoas, independente de preferência partidária: Cuba e Miami.

Vendo tanta gente falar desses dois destinos – a maioria talvez sem nunca ter conhecido nenhum deles – resolvi falar com duas amigas, uma que viajou pra Cuba e outra que já passou uma temporada morando em Miami, para elas nos contarem como é cada lugar e você decidir qual dos dois é o seu preferido – e isso não tem naaaada a ver com política! :)

CUBA, por Marcella, jornalista

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Cubanita, mi amor: pra quem pretende conhecer a ilha caribenha, nada melhor que preparar-se para uma grande mistura de ritmos, cores e gente. Comece com a leitura de ‘Trilogia Suja de Havana’, que te dá um choque de realidade e abre a mente e os ouvidos para tudo de interessante que um turista pode encontrar e descobrir por lá.

Tentar ver e viver aquela realidade por meio de infindas histórias me parece ser o melhor jeito de desvendar Cuba: se entregue pro lifestyle dos cubanos, conversando muito e com todos e observado o jeito de viver dos quase 12 milhões de habitantes.

Aqui algumas dicas úteis para você curtir a viagem:

Visto cubano: pode ser feito ainda no Brasil, com agentes de turismo. Não precisa ter documento algum além do passaporte. Tem que ter vacina da febre amarela e carteirinha internacional de vacinação pra viajar.

Pensar em CUC como moeda paralela: o turismo todo funciona assim, apesar de a moeda oficial ser o peso cubano. Dá pra levar dólar ou euro e trocar lá. Ah, na hora de ir embora: guardar 25 CUC pra pagar de taxa aeroportuária.

Hotel: Sem nenhuma dúvida ficar em Havana Vieja é  melhor pedida. Se perder entre as ruelas e construções coloniais faz parte do programa,  com daiquiris e mojitos temperando as descobertas de milhares de bares e restaurantes.

Tomar um drink e ouvir uma banda de salsa ao vivo no terraço do hotel Inglaterra. É do lado do Capitólio, então a vista é maravilhosa. Parece filme! Siga as placa e vá atrás do La Bodeguita del Medio e por lá se encontre com Hemingway – ou tudo que sobrou do bar preferido dele!

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Pra chacoalhar o esqueleto: Casa de la Musica. Meio brega, mas enorme e MUITO dançante. Tentar ir por volta da meia-noite.

Caminhar pelas ruas de Havana de noite: É uma sensação incrível, diferente de tudo que estamos acostumados. Porque lá é simplesmente tudo MUITO escuro – escuro de verdade. Mas extremamente seguro. Então descobrir a cidade desse jeito pode ser uma boa maneira de fugir do turismo das tardes quentes.

Internet: em Havana, o melhor lugar pra usar internet é no hotel Nacional e tem até wifi – raridade por lá. Minha dica: chegar por volta das 17h. Depois, tomar um drink no terraço com vista pro mar e sair pelo Malecón acompanhando o pôr-do-sol. Melhor lugar para tirar fotos e postar no Facebook!

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Cultura:as salas de cinema em Havana são lindas e decadentes. Devem ter sido majestosas em 1950 – como todas as super casas de lá – mas nunca mais foram reformadas. Experiência antropológica. Ir também na Biblioteca Pública, na universidade de Havana e no Museu da Revolução: todos valem a pena!

Movimentar-se:Pra se locomover pela cidade tem os coco-taxi (em média, 5 CUC). Os carrões antigos que são táxi não são muito caros e fazem muito bem o transporte. Caminhando, lógico, também se chega a (quase) todos os pontos interessantes.

Extra: Alugar (vai ser difícil achar uma locadora, mas rola) uma motoca 50 cc e dali seguir para a  Finca La Vigia (casa do Hemingway) em San Francisco de Paola e para Cojimar,  vilarejo em que ele escreveu ‘O Velho e o Mar’. Sair pela Carretera Central, enfrentar as estradas paralelas e chegar com o vento quente de Havana é itarefa árdua até mesmo pra quem enfrenta a buraqueira local – mas vale cada lembrança.

Mar e areia branca em Varadero:a melhor pedida é se hospedar ao estilo gringo de ‘all inclusive” . Mas, claro, temperado com a alma cubana em uma praia inacreditável de tão calma. O verdadeiro paraíso, com água quente e azul turquesa. O clichê indispensável é fazer a viagem casada Havana/Varadero – e por lánão deixar de conhecer as super lagostas do restaurante na mansão Xanadu.

Cuba for ‘real’: já em Varadero, tirar um dia e ir mergulhar na Baía dos Porcos. Há muitos passeios vendidos nos hoteis, mas se espremer num carro russo de 1960 com dois holandeses e com um cubano ouvindo reggaeton todo o tempo ainda parece a melhor história pra contar!

Na verdade ir de Varadero até Playa Girón significa atravessar a ilha na vertical, e isso sim é o verdadeiro turismo. Há muitos vilarejos tradicionais no caminho, e a cereja do bolo é ver o fundo do mar cristalino!

MIAMI, por Gabriela, psicóloga

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Miami é um destino muito procurado por brasileiros por ser uma cidade conhecida pelas praias, outlets e muita badalação e isso não é novidade para ninguém. Grande parte dos turistas faz apenas uma escala estendida por lá, tipo uns 3, 4 dias, normalmente quando estão indo ou voltando de Orlando, Nova Iorque ou outra cidade turística dos EUA. Pois bem, eu fui e fiquei por lá mesmo… alguns meses. Meses estes muito intensos e cheios de histórias e lugares para contar.

Por ser uma cidade alvo de imigrantes e turistas, tu escuta todos os tipos de línguas e sotaques do mundo, tendo o inglês e o espanhol como “línguas oficiais”.  Em Miami há um graaaaande número de imigrantes cubanos, tendo, inclusive, um bairro em homenagem a eles: o Little Havana.  Com certeza, Miami tem potencial para agradar públicos completamente distintos, pela sua miscigenação de culturas e uma variedade de entretenimento.

Os modernos e gigantescos edifícios de Downtown (centro financeiro e comercial da cidade) contrastam com a arquitetura art déco de South Beach (mais conhecida como SoBe). E é lá em South Beach onde tudo acontece: as mais badaladas festas, bares, gente bonita e, claro, praia! Fazer aquele passeio de bike, roller ou uma caminhada pela Ocean Drive é obrigatório! E ainda leva aquele mar azul-turquesa de brinde. É uma via muito bonita, com centenas de coqueiros em toda a sua extensão e a qualquer hora do dia vai ter um agito por lá.

Como o mar e as ilhas fazem parte do dia-a-dia da cidade, vale dar aquele passeio de barco pela Biscayne Bay, e é por lá que ficam as mansões dos famosos. No Bayside Marketplace sempre tem algum showzinho rolando, além do visual incrível pra baía. De lá, partem diversos tours pela cidade, e os mais legais são os feitos de barco.

Miami conta com restaurantes para todo tipo de paladar, desde lanchonetes servindo o tradicional hambúrguer até restaurantes super requintados, com comida francesa, italiana, chinesa, japonesa, peruana, mexicana, e o melhor: comporta todos os tipos de bolso. Mas não esqueça de reservar de 15 a 20% para as tips!

A vida noturna é um dos pontos fortes de Miami. Existem muitas opções de festas por lá e é comum se esbarrar na noite com alguma celebridade. Um dos lugares que faz muito sucesso é a Mansion Nightclub. Passam por lá DJs de todo o mundo e muita gente bonita, além do ambiente ser super produzido. Nesse mesmo clima tem a SET, a LIV e a Mynt. Já quem gosta de dançar uma salsa e merengue, a dica é a Mango’s Tropical. Bem na beira de South Beach tem o Nikki Beach. Um lugar pra comer, beber e fazer festa. É uma casa que fica na beira da praia, com DJs tocando durante o dia até altas horas da noite, e, se quiser dar uma descansadinha, tem umas espreguiçadeiras e redes espalhadas na beira pra galera curtir.

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Durante o tempo em que morei lá, eu usava o transporte público: o Metrorail (trem urbano) e o Metrobus (ônibus).  Tem também o Metromover, que é tipo um bondinho, e circula por Downtown, e é grátis! Mas, pra quem ta de passagem, o ideal é alugar um carro pra aproveitar e conhecer vários lugares no mesmo dia e ir de um lado a outro de Miami. É bem fácil se achar por lá, pois as ruas são bem sinalizadas e as placas bilíngues. Para os amantes de esportes, vale a pena assistir uma partida do Miami Heat na AmericanAirelines Arena, caso esteja visitando durante a temporada da NBA. A animação da torcida é um show a parte! Mesmo quem não é tão fã desse esporte acaba se rendendo a energia do jogo.

A fama de ser um local para compras não é à toa. Até aquela ida inofensiva ao Wal Mart para comprar o café da manhã é quase que inevitável não sair com alguma coisa nova de lá (eletrônicos, roupas, produtos de beleza e para casa, etc.).  Por isso, a hora das compras é uma das mais esperadas pelos visitantes. Tanto em Miami quanto nas redondezas tem tudo que é tipo de shopping e outlets. O Sawgrass Mills é um outlet gigaaaaaaante (eu não consegui andar por todo shopping, mesmo morando lá)! Fica um pouco afastado de Miami, uns 50 minutos mais ou menos, mas vale muito a pena! É tipo um paraíso na terra! O Dolphin Mall é um dos principais locais de compras escolhidos pelos brasileiros; várias marcas e preços incríveis. O CocoWalk é um shoppingzinho ao ar livre que fica na área de Coconut Groove. Vale mais pra fazer uma caminhada e conhecer a arquitetura do local do que pra compras.

Infelizmente muita gente acaba não conhecendo uma parte histórica e cultural da cidade. Existem vários museus legais em Miami: Miami Museum of Science & Plane, Pérez Art Museum Miami (museu de arte contemporânea), The Wolfsonian-FIU (museu, biblioteca e centro de estudos da Universidade Internacional da Flórida), Vizcaya Museum and Gardens, entre outos. O Wynwood Arts District é uma região que abriga galerias de arte, museus, ateliês e teatros, e não precisa entrar em nenhum lugar pra admirar um trabalho artístico: as paredes são um museu ao ar livre.

Miami também tem o maior zoológico da Flórida, o ZooMiami, e o Miami Seaquarium, onde tem diversas espécies de animais marinhos que fazem shows e atrações para todas as idades.

E aí, gostou das dicas das gurias? Já escolheu o teu destino preferido entre esses dois? A parte boa é que, diferente do voto, dá pra escolher os dois. :)

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