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Como já contei aqui no blog, estou no Panamá conhecendo um pouco mais sobre o artesanato típico dos índios locais, as Molas (no post anterior eu expliquei um pouco mais sobre este trabalho). Muitas das índias Kunas, que confeccionam as Molas, moram aqui na Cidade do Panamá, mas elas são oriundas do arquipélago de San Blas, que fica há poucos quilômetros daqui e eu estive em algumas ilhas de lá para conhecer o local de onde saiu este trabalho tão lindo – e também para curtir um pouco o mar transparente da região, já que não sou de ferro ;).

A pequena distância não quer dizer que seja fácil chegar lá! São 2h30 de carro, sendo que 1h é em uma estrada cheia de morros e curvas no meio da floresta e passando por penhascos e partes de estrada de terra. Só é possível passar por essa estrada de 4×4. Quando termina a jornada de carro é preciso pegar um barco para uma das ilhas. São muitas ilhas e todas são igualmente paradisíacas, a escolha de qual você vai acaba ficando por conta da agência de turismo que você contratou, já que a diferença é mínima. Existem algumas ilhas com resorts cheios de estrutura, mas a maioria delas são povoadas por poucos índios locais, a que eu fiquei era uma delas. Não tem energia elétrica e as cabanas são superultra rústicas, mas vale muito a pena. Como eu estou sozinha, pedi para não ficar em uma ilha com pouca gente ou que fosse muito ilha de lua de mel, daí fui para a Isla Robinson (cada ilha tem um índio “governador” e leva o seu nome) que tinha alguns grupos de turistas e poucos casais.

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No barquinho, chegando na ilha!

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As casas dos índios nativos

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Paraíso!

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A cabaninha que eu fiquei!

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Ela por dentro. 😉

É um paraíso mesmo, as ilhas são muito muito muito pequenas, parece coisa de filme (tipo se dá a volta inteira nela em 15 minutos caminhando). Deve ter uns 20 habitantes (índios) e mais uns 20 turistas, ou seja, todo mundo se vê, todo mundo se fala. Todas as mulheres locais da ilhas, com excessão das crianças, é claro, produzem suas molas e vendem no local. Achei que elas seriam tão simpáticas quanto a Kuna que eu conheci no Centro de Artesanias do Panamá Viejo, mas não. Elas eram bem mais ariscas, não gostavam de conversar comigo, nem que eu fotografasse (roubei algumas fotos hehe). Acho que não estão acostumadas com esse tipo de abordagem, por isso eu fiquei com medo respeitei e nem pedi que me ensinassem.

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Molas sendo vendidas no local

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Mais de perto! Algumas até aplicadas em blusas.

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Uma das Kunas locais que tentei conversar

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Outro local de venda de molas na mesma ilha.

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Foto “roubada” das Kunas, as mais velhas eram ainda mais bravas.

De qualquer forma foi muito legal conhecer o local de origem desse trabalho e deu para entender o porquê de terem criado algo tão trabalhoso que leva tanto tempo para ficar pronto: passar o tempo nessa ilha que não tem nada pra fazer. E o motivo de ser tão lindo também já que a paisagem é absurdamente inspiradora.

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A paisagem da ilha e um casal de holandeses que eu fiz amizade

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Pôr do sol em San Blas. Como não se inspirar? <3

Por enquanto é isso! Estou de volta a Cidade do Panamá e vou em outro centro de Artesanias ver se finalmente acho alguma Kuna caridosa que não se importe de me ensinar o seu trabalho! Beijos beijos!